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Caso Clínico II – Neuro


(A) Sequência ponderada em T1, no plano axial demonstrando lesão expansiva extra-axial na cisterna do ângulo ponto-cerebelar/conduto auditivo interno à direita.

(B e C)  Sequência ponderada em T1 após a administração do gadolínio, nos planos axial e coronal, respectivamente, observando-se intenso realce da lesão expansiva pelo agente de contraste paramagnético.

(D e E) Sequência ponderada em T2 e Gradiente Echo (FIESTA), respectivamente, notando-se sinal heterogêneo da lesão extra axial.

 

Etiologia e epidemiologia

  • Tumor benigno originando-se da porção vestibular do VIII par craniano na junção glial-células de Schwann, sendo raro na porção coclear do VIII par craniano.
  • Incidência →  cerca de 19 pessoas por 1.000.000 ao ano.
  • Mais comum em adultos entre 40 a 60 anos.
  • Não há predileção por sexo.
  • 90% dos Schwannomas vestibulares são únicos e esporádicos.
  • Quando em associação com neurofibromatose tipo 2 costumam ser bilaterais.
  • Representam cerca de 80% das massas do ângulo ponto cerebelar.

 

Manifestações clínicas

  • Apresentação Clínica:
  • Depende da localização do tumor, mas em geral os sintomas variam de acordo  com o efeito de massa local ou disfunção do nervo onde origina-se.
  • Apresentação clínica mais comum em adultos cursa com perda auditiva neurossensorial unilateral.
  • Outros sintomas/sinais: tinido, desequilíbrio, neuropatia do trigêmeo +/- facial.

Achados de imagem

  • Massa bem circunscrita que desloca estruturas adjacentes sem invasão direta das mesmas.
  • Degeneração cística e gordurosa são comuns.
  • Quanto maior o schwannoma, maior a chance de o mesmo ter sinal heterogêneo na RM em virtude da degeneração cística ou hemorrágica.
  • Hemorragia ocorre em 5% dos casos.
  • Calcificações são raras.

 

Ressonância magnética

  • Características dos Schwannomas ao estudo de RM:
  • T1: isointenso ou hipointenso.
  • T1 C+: realce intenso.
  • T2: heterogeneamente hiperintenso (áreas de degeneração cística podem estar presentes, especialmente em tumores grandes).
  • T2*: tumores grandes geralmente têm depósitos de hemossiderina.
  • A sequência de imagem ponderada em T1 com uso de gadolínio em cortes finos axial e coronal é considerada a padrão ouro.

Tratamento

  • A cirurgia é o tratamento de escolha.
  • Ressecção translabiríntica se não houver possibilidade de preservação da audição.
  • Abordagem da fossa craniana média para Schwannoma vestibular intracanalicular.
  • Abordagem retossigmoideia quando um componente do ângulo ponto cerebelar ou do meato acústico interno medial está presente.
  • Em virtude de o Schwannoma não infiltrar o nervo craniano geralmente pode ser ressecado.
  • Radiocirurgia fracionada ou estereotática é usada quando há contra indicações médicas à cirurgia e no Schwannoma vestibular pós operatório residual.


    Bibliografia

     

    • 1. Dähnert W. Radiology review manual. Lippincott Williams & Wilkins. (2003) ISBN:0781738954. Read it at Google Books – Find it at Amazon
    • 2. Mafee MF, Lachenauer CS, Kumar A et-al. CT and MR imaging of intralabyrinthine schwannoma: report of two cases and review of the literature. Radiology. 1990;174 (2): 395-400. Radiology (abstract) – Pubmed citation
    • 3. Silk PS, Lane JI, Driscoll CL. Surgical approaches to vestibular schwannomas: what the radiologist needs to know. Radiographics. 2009;29 (7): 1955-70. doi:10.1148/rg.297095713 – Pubmed citation
    • 4. Osborn, AG. Diagnóstico por imagem: cérebro. Guanabara Koogan (segunda edição – 2010). Parte II seção 3, páginas 26-29.

 

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